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Prova com fonte e data, sem adjetivo

Um case em dinheiro, seis achados de método e uma invasão que ninguém pediu para procurar. Cada um com data, fonte e o que ele não prova.

Case documentado

Do zero a US$ 17,4 mil de receita rastreada em 7 meses.

Desserts by Clement começou sem estrutura nenhuma: sem rastreio (sistema que liga cada venda à fonte que trouxe o cliente), sem histórico de dado confiável, sem forma de saber se o real gasto em mídia virava caixa.

A gente montou o rastreio primeiro. Testou a qualidade do dado antes de virar número. Só depois ligou a mídia. Cada real no gráfico ao lado é atribuído a uma fonte real, não estimado no dedo.

Desserts by Clementreceita rastreada · meses 1-7
US$17,4k
M1M2M3M4M5M6M7
R$20M+
em mídia paga gerida pelos sócios
25+
marcas atendidas, do zero ao rastreável
10+
anos de experiência somada em growth e dados
Seis cases de método

Aqui a prova não é faturamento: é o que a gente achou, como provou e o que o número não prova.

Sem nome de cliente, porque o mecanismo não precisa dele. Número de cliente não sai daqui sem autorização escrita, caso a caso, e o seu também não vai sair.

Medição, 09/2026

79,1% da receita não tinha origem. O que sobrava não servia para decidir verba.

Auditoria do Google Analytics em três camadas, com acesso à conta. Quatro achados: a taxa de conversão contava visualização de página como conversão, 79,1% da receita chegava sem origem nenhuma, um disparo de medição ia para uma propriedade de fora da conta, e um aplicativo que responde por até 30% da receita não era medido como aplicativo em lugar nenhum.

O que não prova: que a receita subiu depois. Uma auditoria diz qual número não pode ser usado para decidir, e é exatamente para isso que ela serve.

Julgamento, 09/2026

O ticket médio caiu de R$ 58 para R$ 5,71. Não tinha caído: o denominador é que tinha inchado.

A queda chegou como falha de rastreamento, com três meses de série para provar. Era a conta: a lista de ações de conversão somava compra com lead e contava o mesmo lead duas vezes, e conversão de objetivo diferente não soma. O número foi refeito antes de virar corte de verba.

O que não prova: nada sobre mídia. Prova a única coisa que painel nenhum entrega sozinho: alguém desconfiando do número antes de ele virar decisão.

Diagnóstico, 07 a 09/2026

77.077 links internos mapeados antes de a gente abrir a boca sobre estratégia

Quatro diagnósticos completos em três meses, com crawler próprio (o robô que percorre o site página por página), não com ferramenta de prateleira. Um deles, em 20/08/2026, inventariou 16.963 endereços, rastreou 1.784 e mapeou 77.077 links internos num documento de 33 páginas. Outro leu 16 meses de Search Console. Outro percorreu 118 páginas de um site em inglês, link a link, com o grafo de ligações junto.

O que não prova: que o tráfego subiu depois. Nenhum dos quatro tem série de tráfego posterior à nossa entrada, e por isso você não vai achar aqui nenhuma frase de subimos tantos por cento.

Rigor, 11/09/2026

O método não passou no nosso próprio teste, e a gente escreveu por quê

Num site de 96 páginas sobre um assunto só, o agrupamento automático de conteúdo ia de 39 a 63 grupos mexendo um limiar de 0,10 para 0,14. Número que muda assim não vira relatório. Trocamos por um agrupamento que parte do negócio, e não do texto: a concordância entre três medições subiu de 73% para 97%, com a cobertura caindo junto e declarada na cara, em vez de escondida.

O que não prova: nada sobre resultado. Mostra o que a gente faz quando a medição não fecha: publica a curva inteira, em vez de escolher o número que ficou bonito.

Engenharia de dados, 09/2026

O Search Console apaga seus dados em 16 meses. O que você não guardou não volta.

Sem histórico não existe sazonalidade nem comparação de um ano contra o outro. A gente construiu e roda o armazém que guarda o seu (Airbyte, BigQuery, dbt, Airflow e Metabase), com 925 linhas chegando no destino em 06/09/2026 por túnel autenticado, isolamento por cliente, e a exportação completa do Search Console acumulando desde 22/08/2026.

O que não prova: que é uma plataforma pronta para muita gente. É um piloto, com um cliente, e a máquina liga na hora de sincronizar.

Conteúdo, 08 e 09/2026

Produzir nunca foi o gargalo. Aprovar é.

17 páginas escritas, verificadas e convertidas por um motor de produção próprio, com revisão cruzada, pesquisa de 53 páginas de concorrente e 4 capturas de AI Overview (a resposta que o Google escreve no topo da busca).

O que não prova: que ranquearam. Nenhuma das 17 está no ar: a publicação trava em 33 perguntas que só o cliente responde, e esse é o gargalo de verdade de quem compra conteúdo.

Case de SEO técnico

Contrataram SEO. O site entregava uma página para o Google e outra para o dono.

A verificação de fora achou cloaking em julho de 2026. A limpeza feita por um terceiro tirou o sintoma e deixou as portas. Em setembro a gente voltou, agora com acesso ao servidor, e o que estava lá dentro explica por que nenhum relatório de posição ia achar aquilo.

  • A entrada está provada no log, linha a linha: 19 de julho, 13h19 UTC, 41 segundos
    Falha do núcleo do WordPress, explorada antes de qualquer login, sem senha e sem plugin vulnerável, das que o governo americano lista como ativamente exploradas. O atacante nem trocou o nome da ferramenta, que se anuncia sozinha no registro de acesso. E não era pessoal: no mesmo dia o mesmo varredor tentou uma falha de outro sistema, que o site nem usa.
  • A limpeza de julho tirou o sintoma e deixou as portas
    Dois plugins falsos plantados na primeira hora daquele dia sobreviveram, e no mesmo dia o invasor zerou o histórico do monitor de segurança do site, o que explica por que ninguém os viu. Por eles o invasor voltou cinco vezes entre agosto e setembro, e em 12 de setembro criou uma conta de administrador para si.
  • O alvo era a busca, não só o servidor
    O que estava instalado era um injetor de cloaking, que entrega uma página para o robô do Google e outra para quem visita. E o código tinha uma rotina dedicada a cadastrar o invasor como proprietário verificado do Search Console. Quem mede só posição e tráfego não enxerga nada disso.
  • Varredura por assinatura acha o que você já conhece. Checksum acha o que você não conhece.
    A nossa primeira passada declarou o site limpo e estava errada. Comparar o núcleo inteiro com os checksums oficiais do WordPress, que é de graça e roda em dois minutos, achou mais nove artefatos, entre eles duas webshells de julho que tinham sobrevivido a duas limpezas. Foram 19 artefatos removidos no dia, mais a conta do invasor, com snapshot do servidor antes de qualquer leitura e cópia de tudo antes de apagar.
  • O que não prova
    Que está encerrado. O caso está contido, não fechado: recheck diário por 30 dias antes de encerrar, e três varreduras de pente fino já desenhadas e ainda não rodadas. A gente prefere publicar assim a publicar a palavra limpo.

Segurança não é o que a gente vende: isso apareceu dentro de um trabalho de SEO, porque quem faz SEO técnico de verdade abre o servidor e o log. Mexer lá dentro é outro trabalho, combinado à parte e por escrito.

O que ainda não dá para mostrar

Resultado em dinheiro, com fonte e data, a gente tem um. Nos dois segmentos abaixo, nenhum ainda.

O card fica vazio até existir, com a mesma régua do resto da página.

Serviço local

Ainda sem case

Um negócio físico ou de serviço local (uma clínica que encheu a agenda, por exemplo) entra aqui quando houver resultado documentado, com fonte, data e prazo, como no case de receita do topo.

aguardando case real
B2B / SaaS

Ainda sem case

Um pipeline (a sequência de oportunidades de venda em andamento) que ficou previsível entra aqui do mesmo jeito: com fonte, data e número real, não estimativa.

aguardando case real
Próximo passo

Quer um resultado desse no seu negócio?

A gente começa olhando seus números, sem compromisso, e mostra o que dá para melhorar.